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A transmissão de energia sem fio deixou de ser ficção científica para se tornar uma fronteira tecnológica real. Em 2025, a DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos EUA) bateu um recorde histórico, transmitindo 800 watts de potência por laser a 8,6 km no deserto do Novo México.
A conquista, publicada pelo IEEE Spectrum e reconhecida pelo Office of Naval Research, abre caminho para um futuro em que linhas elétricas poderão ser substituídas por feixes de luz.
Como funciona a transmissão de energia sem fio
A transmissão ocorre por meio de feixes de laser infravermelho direcionados a células solares comerciais, que convertem a luz em eletricidade. Diferente das ondas de rádio usadas em pesquisas anteriores, os lasers oferecem maior precisão e alcance, reduzindo a dispersão de energia.
O sistema faz parte do programa POWER (Persistent Optical Wireless Energy Relay) da DARPA, cujo objetivo é criar redes aéreas de retransmissão energética, capazes de alimentar bases remotas, drones e satélites sem cabos.
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Por que usar laser em vez de rádio
Os lasers são mais focalizáveis e diretos, exigindo equipamentos menores e mais leves — ideais para aplicações espaciais e militares.
Além disso, novas técnicas de óptica difrativa e resfriamento integrado permitem que a transmissão seja estável mesmo em condições de neblina e nuvens, segundo o engenheiro Paul Jaffe, líder do projeto.

Avanços tecnológicos e desafios
Pesquisas recentes da NASA e da Universidade de Kobe (Japão) exploram transmissões similares via micro-ondas e feixes ópticos.
Embora ainda existam desafios, como perdas atmosféricas e alinhamento preciso entre emissores e receptores, o avanço da fotônica e dos materiais semicondutores tem tornado o processo cada vez mais eficiente.
Estudos da EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e da MIT Technology Review apontam que essa tecnologia poderá ser usada em satélites de energia solar espacial, capazes de enviar eletricidade para a Terra.
Aplicações futuras
A energia sem fio poderá revolucionar o abastecimento de regiões isoladas, missões espaciais, veículos elétricos e até dispositivos eletrônicos.
Imagine drones recarregando em pleno voo, carros elétricos sem precisar de tomada ou cidades alimentadas por satélites solares — esse é o horizonte que a DARPA e agências parceiras projetam para os próximos 10 a 15 anos.

O futuro da energia sem fio
Segundo o IEEE Spectrum (2025), o próximo passo do programa POWER é ampliar a distância para 25 km e atingir transmissões acima de 2.000 watts, tornando o sistema comercialmente viável.
Especialistas afirmam que, se o modelo funcionar em larga escala, o conceito de “linhas de energia” poderá se tornar obsoleto, abrindo uma nova era de infraestrutura elétrica limpa e modular.

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Conclusão
A conquista da DARPA representa muito mais que um recorde técnico — é a primeira prova de que a energia sem fio pode ser viável em larga escala.
Embora os desafios ainda sejam grandes, a evolução dos lasers, sensores ópticos e sistemas de controle promete transformar a forma como o mundo gera e distribui eletricidade.
Em um futuro não muito distante, cabos e torres de transmissão poderão ser substituídos por feixes de luz invisíveis, levando energia com precisão, segurança e sustentabilidade.








