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A tensão elétrica está presente em absolutamente tudo o que utilizamos no dia a dia, de um simples carregador de celular até os sistemas de alta potência que alimentam indústrias. Ela é a responsável por colocar os elétrons em movimento, tornando possível o funcionamento de qualquer circuito elétrico.
Segundo a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), compreender o conceito de tensão elétrica é fundamental não só para quem trabalha na área técnica, mas também para quem deseja usar energia de forma segura e eficiente.
Neste artigo, vamos entender o que é tensão elétrica, como ela funciona, seus tipos, diferenças entre tensão e voltagem, e como medir e calcular essa grandeza essencial da eletricidade moderna.
O que é tensão elétrica
A tensão elétrica, também chamada de diferença de potencial elétrico (DDP), representa a energia necessária para mover uma carga elétrica de um ponto a outro em um circuito.
De forma simples, ela é a “força” que faz os elétrons se deslocarem dentro de um condutor.
Essa grandeza é medida em volts (V), unidade em homenagem ao físico italiano Alessandro Volta, inventor da pilha elétrica no século XIX.
Uma boa analogia é compará-la a uma diferença de altura em um reservatório de água: quanto maior a diferença, maior será a pressão que empurra a água; no caso da eletricidade, os elétrons.
Matematicamente, a tensão pode ser expressa pela fórmula:
V = W / Q,
onde V é a tensão, W é o trabalho (energia) em joules, e Q é a carga em coulombs.
Leia também:
- Grandezas elétricas: O que são, quais são e como se relacionam nos circuitos
- Corrente Elétrica: o que é, como funciona e qual sua importância na eletricidade
Como medir a tensão elétrica
A medição da tensão elétrica é feita com um voltímetro, instrumento que deve ser conectado em paralelo ao componente ou circuito a ser medido.
Esse método é importante para não interferir no fluxo da corrente elétrica.
Para realizar uma medição correta:
- Ajuste o voltímetro para a escala adequada (CC para corrente contínua ou CA para alternada).
- Conecte as pontas de prova nos dois pontos do circuito.
- Leia o valor em volts (V), que representa a diferença de potencial entre esses pontos.
Em sistemas industriais e residenciais, o acompanhamento regular das tensões ajuda a identificar sobretensões e subtensões, evitando danos a equipamentos e sobrecargas na rede elétrica.
De acordo com o INMETRO (2024), a tensão fora dos limites estabelecidos (como 127 V ±10% ou 220 V ±10%) pode reduzir significativamente a vida útil de aparelhos eletrônicos.
Tipos de tensão elétrica
A tensão elétrica pode ser dividida em dois tipos principais, conforme o comportamento da corrente no tempo:
1. Tensão Contínua (CC ou DC)
A tensão contínua mantém polaridade e intensidade constantes.
É o tipo de tensão fornecida por baterias, pilhas e fontes retificadas, sendo muito usada em eletrônicos, veículos elétricos e sistemas de energia solar fotovoltaica (após a conversão pelo inversor).
2. Tensão Alternada (CA ou AC)
Já a tensão alternada muda de polaridade periodicamente — no Brasil, isso ocorre 60 vezes por segundo (60 Hz).
É a forma de energia usada em residências e empresas, gerada em usinas hidrelétricas ou termelétricas, transmitida pela rede elétrica e distribuída pelas concessionárias.
As tensões padrão mais comuns no Brasil são 127V e 220V, conforme a norma NBR 5410 (ABNT).
Em sistemas trifásicos industriais, é comum encontrar tensões de 380V ou 440V, dependendo da configuração da rede.

Tensão elétrica e suas aplicações práticas
Ela está presente em todas as etapas do uso da energia, desde a geração até o consumo.
- Em geração, ela é elevada por transformadores para facilitar o transporte da energia a longas distâncias (reduzindo perdas).
- Na distribuição, é rebaixada para níveis seguros, adequados ao uso doméstico e comercial.
- Em equipamentos eletrônicos, é regulada e estabilizada por fontes internas, garantindo o funcionamento correto de circuitos sensíveis.
Outro exemplo é o nobreak (UPS), um dispositivo que mantém a tensão de saída estável mesmo durante quedas de energia.
De acordo com a EPE (Empresa de Pesquisa Energética, 2025), equipamentos desse tipo são essenciais em escritórios, hospitais e data centers, pois evitam danos por picos ou quedas de tensão.
Tensão elétrica e voltagem: Há diferença?
Embora os termos “tensão” e “voltagem” sejam usados como sinônimos, tecnicamente há uma nuance:
- Tensão elétrica é o termo físico e científico correto, que se refere à diferença de potencial entre dois pontos.
- Voltagem é uma forma popular derivada do nome da unidade de medida, o volt.
Na prática, quando alguém diz que uma tomada “tem 220 volts de voltagem”, está se referindo à tensão elétrica aplicada àquele circuito.
Portanto, o uso da palavra “voltagem” não é incorreto em linguagem cotidiana, mas em contextos técnicos e profissionais o termo tensão elétrica é o mais adequado.
Como calcular a tensão elétrica
O cálculo depende da informação disponível sobre a corrente e a resistência.
Pela Lei de Ohm, temos:
V = I × R
Onde:
- V é a tensão (em volts);
- I é a corrente elétrica (em amperes);
- R é a resistência do circuito (em ohms).
Outras variações dessa relação incluem:
- V = P / I, quando se conhece a potência (P, em watts) e a corrente (I).
- V = √(P × R), quando se sabe a potência e a resistência.
Essas fórmulas são amplamente utilizadas em projetos de instalações elétricas para dimensionar condutores, disjuntores e transformadores — sempre de acordo com a NBR 5410 e a NR 10, que tratam da segurança e do dimensionamento elétrico.
Tensão elétrica e segurança
É comum associar choques elétricos à tensão alta, mas o fator realmente perigoso é a corrente elétrica (I).
O corpo humano oferece uma resistência média de 1000 a 5000 ohms, e, segundo estudos da Fundação CEMIG (2024), correntes acima de 30 mA já podem ser letais dependendo do tempo de exposição.
Isso explica por que cercas elétricas e tasers, embora tenham tensões altíssimas (10 000V a 50 000V), não são letais — a corrente envolvida é muito baixa.
Por outro lado, um circuito doméstico de 127V pode causar sérios danos se houver contato direto, pois a corrente pode ultrapassar níveis perigosos.
Portanto, compreender a tensão elétrica e adotar medidas preventivas, como uso de dispositivos IDR (Interruptor diferencial residual) e aterramento correto, é fundamental para evitar acidentes.
Tensão elétrica e eficiência energética
Essa grandeza elétrica também influencia diretamente o desempenho e a eficiência dos aparelhos.
Equipamentos ligados em tensões incorretas podem sofrer sobreaquecimento, perda de potência ou queima de componentes.
Por isso, é importante sempre verificar a tensão nominal informada na etiqueta do produto (por exemplo: “Bivolt 127–220V”).
De acordo com o Procel (2025), operar um equipamento em uma tensão diferente da projetada pode reduzir sua vida útil em até 40%.
Da mesma forma, instalações com cabos subdimensionados geram quedas de tensão e desperdício de energia.
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Conclusão
A tensão elétrica é a alma de qualquer sistema elétrico.
Ela determina como a energia é transportada, transformada e utilizada nos mais diversos equipamentos.
Compreender seus tipos, medições e aplicações é essencial não apenas para profissionais da área, mas também para consumidores que desejam segurança e economia.
Em tempos em que a eficiência energética é prioridade global, dominar o conceito de tensão elétrica significa entender a base de toda a infraestrutura elétrica moderna — do carregador de celular às redes de distribuição de alta tensão.
Portanto, falar corretamente sobre ela, aplicá-la com segurança e respeitar as normas técnicas são passos fundamentais para um uso inteligente e sustentável da energia.








